Sexta-Feira tive um dia agitado lá no trabalho, muitas cobranças pela manhã e calmaria à tarde, já estou meio acostumada a isso. À noite dei uma saída e ao retornar convidei o marido e o Caio para irem comigo na comemoração do aniversário da minha prima, mas o Ney não quis e o Caio muito menos, então como havia prometido fui sozinha, passei antes na casa da Pat e saímos juntas mas em carro separados, ela com o Manu e o Bigu (apelidos, lógico!) e eu sozinha no outro carro, ela propôs deixar o meu na casa dela mas não quis ficar dependendo deles e nem queria que eles dependessem de mim caso eu quisesse demorar, o aniversário era surpresa e a aniversariante demorou que só para aparecer, bebi pouquíssimo, também enjoei total depois daquele dia na boate, vou malhar bastante pra perder as calorias do bolo e salgados que comi por lá, a consciência doendo, mas geralmente não engordo num feriado como este porque costumo dormir demais!!! Lá estava legal, muita conversa, Clube da Luluzinha com as primas, estávamos planejando nossa reunião mensal, se o Ney sonha com isso.... Os maridos das outras duas primas ficavam de olho na conversa da gente, acho que rezando pra um dia virar uma abelhinha e saber o que tanto a gente conversa, eles devem ter ficado abismados também porque saio só pros cantos e as mulheres deles não, tive sorte, é o que posso dizer... mas já avisei ao Ney se ele me prender mais do que acho permitido não tenho porque ficar com ele, nesse ponto sou muito radical, a vida não pode ser privada, pô estamos aqui pra viver, curtir cada momento como se fosse o último com uma certa dose de responsabilidade.
No Sábado acordei depois do almoço, fui fazer umas coisas meio domésticas, estamos sem empregada, é o jeito! O Ney fez o nosso almoço, como sempre, sorte minha que ele também gosta de cozinhar... e entrei na Internet umas 22:00 hs onde permaneci até quase 5:00hs.
Domingo - Acordei umas 14:00 hs e fui logo almoçar, aqui no escritório remexendo numas coisas super antigas que guardo, coisas de 12,11,10 anos atrás e lendo meus diários relembrei muita coisa que minha mente, mesmo ativa do jeito que é nunca recordaria, vi o quanto eu vivi, o quanto eu era feliz e não sabia, as festas, os amigos (cara, eram tantos), as declarações de cada um deles, mensagens e recordações que me fizeram até chorar querendo tudo aquilo de volta... naquela época me divertia muito, tinha crises e grilos como qualquer um, minha diversão era saudável, não tinha drogas, não tinha nada que me fizesse mal, gostava de dançar e beber um pouquinho pra animar (sou tímida!) e curtir com meus amigos, gostava da companhia deles, às vezes pagava para eles entrarem nas festas e ficarem ao meu lado, amigos homens e mulheres.... o casamento acabou com tudo, mas tive um motivo forte para ter casado, não nego, não pelo Ney, pois ele é uma pessoa maravilhosa, diria que ele é ideal para alguém casar, estaria pior se não estivesse casada com ele e sim com outro, mas é a situação que é um saco, é você ter que mudar seus hábitos. fazer tudo de uma forma diferente, quebra de privacidade, ter aquela pessoa te regulando, é aquela coisa de não ter que incomodar os outros e a responsabilidade que é grande demais. Você vê sua vida passando e você não pode curtir o bastante, ano após ano, tudo passa, aparentemente, ligeiro demais. Aqui vou citar um texto que foi colocado na minha agenda em 1993, um professor da época, lindo de morrer e sua declaração reveladora: "Carla... eu vou ser rápido, curto e emocionante: eu te desejo muito porque tu és o meu alimento, o seu corpo têm as curvas que eu pretendo percorrer, o seu beijo é a minha bebida predileta, o seu calor é tudo o que eu preciso... enfim, você é pura emoção quando está do meu lado. Nunca esqueça de que, eu só hei de descançar no dia em que você me amar. Um dia nós vamos ficar juntos, e é isso que me dá forças pra superar todo esse desejo...". Bem, não preciso dizer que depois desse pedido explícito fiquei com ele por um bom tempo e que ele foi um dos meus grandes amores, ah.... passei em biologia também. >> Pra refletir: "Entre todos os vocábulos não deve haver nenhum tão comovente quanto a palavra portuguesa saudade. Ela traduz a lástima da ausência, a tristeza das separações, toda a escala de privação de entes ou de objetos amados; é a palavra que se grava sobre os túmulos, a mensagem que se envia aos parentes, aos amigos. É o sentimento que o exilado tem pela pátria, o marinheiro pela família, os namorados um pelo outro, apenas separam-se. Saudade sentimos da nossa casa, dos nossos livros, dos nossos amigos, da nossa infância, dos dias idos". (JOAQUIM NABUCO)
Aconselho: Não case se você não for forte o suficiente.
"Mantenha a cabeça para cima, mova-se como o vento, nunca olhe para trás e acredite em você" (Madonna).... Vai ser difícil nunca olhar para trás... : )